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TJ mantém em prisão domiciliar policial que tentou matar entregador

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20). 

 

O crime ocorreu em 22 de julho. Segundo a investigação, Carlos foi baleado ao ir até a residência da policial para devolver um celular perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

 

Carlos foi atingido por três tiros, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e, posteriormente, afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado. 

 

A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

 

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, porém, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

 

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”.

 

O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

 

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos da defesa.

 

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

 

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Fonte: Mídianews

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