Judiciario
Justiça do Ceará concede liberdade a estudante de MT presa por divulgar jogo do “Tigrinho”
Conteúdo/ODOC – A Justiça do Ceará determinou a soltura da estudante de odontologia Mariany Nayara Silva Dias, moradora de Várzea Grande, presa por suspeita de integrar um esquema de divulgação de jogos de azar online, como o chamado “jogo do tigrinho”. A decisão foi proferida na quarta-feira (28) pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), mas a liberação da jovem só ocorreu na tarde desta sexta-feira (30), na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
Os desembargadores seguiram por unanimidade o voto do relator, Sérgio Luiz Arruda Parente, que acolheu parcialmente o habeas corpus apresentado pela defesa. Mariany deverá cumprir medidas cautelares ainda não detalhadas no processo.
A estudante foi uma das alvos da Operação Quéfren, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará no dia 3 de abril. A ação aconteceu simultaneamente nos estados de Mato Grosso, Ceará, São Paulo e Pará, com foco em uma organização criminosa especializada na promoção ilegal de plataformas de apostas. Foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 ordens de busca veicular e 15 medidas de bloqueio de bens.
Outra investigada na operação, a influenciadora digital Emilly Souza, de Cuiabá, segue foragida. Contra ela, há mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em aberto.
Segundo a polícia, o grupo investigado movimentou cerca de R$ 300 milhões em dois anos. Influenciadores digitais com milhares de seguidores eram utilizados para divulgar plataformas de jogos de azar, muitas vezes usando contas de demonstração — conhecidas como “demo” — para simular ganhos e atrair apostadores.
A estratégia incluía vídeos e publicações em redes sociais que mostravam supostos lucros altos, com o objetivo de atrair mais vítimas. Em troca, os divulgadores recebiam pagamentos por novos cadastros, depósitos feitos nas plataformas ou pela simples promoção dos jogos. Viagens internacionais, bancadas pelos líderes das plataformas — que estariam sediadas no exterior, especialmente na China — também faziam parte do incentivo.
Além disso, agentes das plataformas também promoviam festas para lançamento dos sites de apostas e eram responsáveis pela contratação dos influenciadores.
A investigação continua em andamento.
-
Mato Grosso20 horas agoViolência patrimonial e endividamento de mulheres são debatidos pelo Cejusc do Superendividamento
-
Política20 horas agoPalestra na ALMT orienta mulheres a identificar sinais de manipulação emocional e violência psicológica
-
Várzea Grande7 dias agoPrefeitura acompanha conciliações na Justiça do Trabalho para garantir pagamento a ex-funcionários da Locar
-
Política6 dias agoCPI da Saúde da ALMT inicia fase investigativa e solicita documentos à PF e órgãos de controle
-
Mato Grosso6 dias agoMinistro ouvidor do STJ propõe a ouvidores judiciais reflexão sobre empatia e acolhimento
-
Mato Grosso6 dias agoPaciente com leucemia obtém direito a remédio que custa mais de R$ 120 mil
-
Polícia6 dias agoHomem que agrediu ex-mulher na frente do filho ao vê-la conversando com amigo é preso
-
Cidades6 dias agoSinop se consolida como referência em desenvolvimento durante visita de vereadores de Rondonópolis

