Judiciario
Justiça mantém presos ‘Dandão’ e ex-servidor apontados como líderes de esquema de bets do CV
Conteúdo/ODOC – O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter a prisão preventiva de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dandão” ou “Dono da Quebrada”, e do ex-servidor da Prefeitura de Várzea Grande Renan Curvo da Costa. Ambos são investigados no âmbito da Operação Aposta Perdida, que apura a atuação de um suposto esquema de apostas ilegais ligado à facção Comando Vermelho.
No caso de Renan Curvo, a defesa solicitou a revogação da prisão, alegando ausência de contemporaneidade dos fatos e destacando que ele seria responsável pelo sustento de três filhos, sendo um deles diagnosticado com transtorno do espectro autista. Os advogados também sustentaram que o investigado possui condições pessoais favoráveis e que sua situação seria semelhante à de outro réu que obteve liberdade mediante medidas cautelares.
Ao analisar o pedido, o magistrado entendeu que os argumentos apresentados já haviam sido enfrentados anteriormente no processo. Segundo a decisão, a situação de Renan não se equipara à de outro denunciado que responde apenas por lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, ele teria papel de coordenação dentro da organização criminosa, com atribuições na gestão financeira e no controle dos lucros obtidos por meio das plataformas “Gol Bet” e “Campeão Bet”.
O juiz também ressaltou que as crianças estão sob os cuidados da mãe e que não foram apresentados elementos que comprovem eventual abandono ou vulnerabilidade. Para o magistrado, a manutenção da prisão é necessária para interromper as atividades do grupo e conter a expansão da atuação da facção no ramo de jogos de azar.
No mesmo despacho, foi negado pedido de prisão domiciliar formulado pela defesa de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim. Os advogados alegaram que o investigado enfrenta problemas graves de saúde, incluindo cardiopatia, diabetes e hipertensão, e que o sistema prisional não teria condições de oferecer tratamento adequado.
O juiz, contudo, destacou que informações prestadas pela administração penitenciária indicam que a assistência médica está sendo garantida. Diante disso, concluiu não haver fundamentos novos que justifiquem a substituição da prisão preventiva por medida domiciliar.
Com a decisão, os dois investigados permanecem detidos enquanto prosseguem as investigações e o andamento da ação penal decorrente da Operação Aposta Perdida.
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