Judiciario
Justiça nega recurso e mantém júri popular de PM e comparsa
A Justiça de Mato Grosso manteve a decisão que determinou que o policial militar Raylton Duarte Mourão e seu comparsa, Vitor Hugo Oliveira da Silva, sejam julgados pelo Tribunal do Júri pelo homicídio da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes. O crime ocorreu em setembro de 2025, em Várzea Grande.

Com efeito, em que pesem as razões recursais, mantenha a sentença recorrida por seus próprios fundamentos
A decisão foi assinada pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal do município e publicada nesta segunda-feira (30).
Após analisar o recurso dos réus contra a sentença de pronúncia, o magistrado manteve a decisão.
“Com efeito, em que pesem as razões recursais, mantenha a sentença recorrida por seus próprios fundamentos”, escreveu.
Na decisão anterior, o juiz destacou que Raylton confessou o crime em depoimento prestado à polícia durante a investigação.
Já quanto a Vitor Hugo, o magistrado apontou que há indícios de participação dele no crime, especialmente pelos depoimentos colhidos durante a investigação e pelas imagens de câmeras de segurança anexadas ao processo.
“No presente, observo que as declarações prestadas pelo delegado de polícia coadunam-se com os demais elementos probatórios dos autos, em especial com a confissão do denunciado Raylton quanto à própria autoria e à participação de Vitor Hugo”, escreveu na decisão anterior.
O crime
Roz
Reprodução

O policial Raylton Mourão Duarte, que confessou assassinato
eli foi assassinada a tiros dentro do próprio carro no dia 11 de setembro do ano passado, assim que saiu de casa, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram dois homens em uma motocicleta atirando contra a vítima.
Investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicaram Raylton como suspeito após imagens mostrarem o soldado saindo de casa com a motocicleta e retornando horas depois a pé.
A Polícia Civil realizou busca e apreensão na residência do PM e da esposa em 13 de setembro, ocasião em que ambos não foram localizados, passando a ser considerados foragidos.
No dia 21 de setembro, Raylton se entregou no plantão da Delegacia da Mulher, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. Em 23 de setembro, a esposa do PM também se apresentou na DHPP e teve a prisão cumprida, mas foi solta após custódia por não ter envolvimento com o crime.
Em 30 de setembro, a DHPP prendeu Vitor Hugo Oliveira da Silva, apontado como o condutor da moto no homicídio.
Segundo a investigação, o crime teria relação com uma ação judicial movida por Rozeli contra o casal, cobrando R$ 24,6 mil por danos morais e materiais decorrentes de um acidente de trânsito.
O caso teria ocorrido em março de 2025, quando um caminhão-pipa da empresa Reizinho Água Potável, de propriedade do casal, danificou o carro da vítima. Conforme consta nos autos, Rozeli tentou resolver a situação amigavelmente, mas não obteve resposta.
Ela entrou com processo de indenização pedindo ressarcimento de cerca de R$ 9,6 mil pelo conserto do veículo, além de R$ 15 mil por danos morais. A vítima, porém, foi assassinada antes que a ação fosse analisada pela Justiça.
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