Judiciario

Homem é condenado a 27 anos por matar ex-companheira e esconder corpo no quintal em Cuiabá

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Conteúdo/ODOC – O Tribunal do Júri condenou Iris Divino de Freitas a 27 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira Enil Marques Barbosa, de 59 anos, em Cuiabá. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (31), no Fórum da Capital. O réu permanece detido na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

O crime veio à tona após familiares estranharem o desaparecimento da vítima e passarem a procurar informações. Durante as buscas, o celular de Enil foi encontrado dentro da residência, o que aumentou as suspeitas. Questionado, Iris acabou admitindo o homicídio e indicou onde havia ocultado o corpo.

A vítima foi localizada enterrada no quintal da casa onde o casal vivia. Conforme as investigações, o corpo apresentava sinais de violência e estava parcialmente queimado, além de ter sido encontrado com as mãos amarradas.

De acordo com a apuração, Iris e Enil haviam iniciado um relacionamento cerca de um mês antes do crime, após se conhecerem pelas redes sociais. No dia 12 de setembro de 2024, uma discussão entre os dois terminou em tragédia.

Em depoimento, o acusado relatou que houve um desentendimento e que, após a vítima desmaiar, decidiu amarrá-la e enterrá-la. Ele também confessou ter ateado fogo no local onde o corpo foi colocado.

O filho de Enil contou que passou a desconfiar da situação ao notar mudanças no padrão de comunicação da mãe. Ele explicou que as mensagens enviadas não condiziam com o comportamento habitual dela, o que levantou suspeitas dentro da família.

“Ela não tinha costume de escrever mensagens, sempre mandava áudio. Quando começaram a chegar textos, percebemos que havia algo errado”, relatou.

Ainda segundo o familiar, o acusado chegou a se passar pela vítima para tentar despistar parentes e evitar que o desaparecimento fosse descoberto rapidamente.

Iris foi preso no Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, após a localização do corpo. Inicialmente, ele foi autuado por ocultação de cadáver, e posteriormente o caso evoluiu para acusação de feminicídio.

Durante o julgamento, os jurados acolheram as provas apresentadas pelo Ministério Público e reconheceram a gravidade do crime, fixando a pena em 27 anos de reclusão.



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