Judiciario
STJ nega tirar tornozeleira de empresário acusado de homicídio em MT
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou novo habeas corpus e manteve o empresário Danilo Batista Dekert obrigado a usar tornozeleira eletrônica. Danilo é acusado de participação na morte do produtor rural Jeferson Mariussi, ocorrida em outubro de 2021, em Campo Novo do Parecis ( a 402 km de Cuiabá).

A tese idêntica não pode ser simultaneamente analisada em impetrações/interposições posteriores
A decisão é assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e foi publicada nesta terça-feira (30).
Danilo Dekert responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo e porte ilegal de arma de fogo.
No novo H.C, a defesa alegou que o empresário está submetido ao monitoramento eletrônico há cerca de quatro anos, sem qualquer descumprimento das medidas impostas, sustentando que a cautelar perdeu a contemporaneidade e se tornou desproporcional.
Também argumentou que a sentença de pronúncia apenas reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade para levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri, não sendo suficiente para justificar a manutenção da tornozeleira eletrônica.
Ao analisar o caso, porém, o ministro não chegou a examinar o mérito dos argumentos. O recurso, segundo ele, configura mera reiteração de outro habeas corpus já em tramitação no STJ, pois possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e impugna o mesmo acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O magistrado destacou que o pedido anterior já teve a liminar indeferida e ainda aguarda manifestação do Ministério Público Federal (MPF), razão pela qual não é possível analisar simultaneamente teses idênticas em processos distintos.
O ministro ressaltou, contudo, que isso não causa prejuízo à defesa, uma vez que os argumentos apresentados serão analisados quando do julgamento do habeas corpus que já tramita na Corte.
“Com efeito, “embora o recurso ordinário em habeas corpus consista no meio próprio para a apreciação da irresignação, a defesa optou por impetrar, também, habeas corpus substitutivo, o qual primeiramente foi despachado nesta Corte. Desse modo, a tese idêntica não pode ser simultaneamente analisada em impetrações/interposições posteriores””, escreveu.
“Ante o exposto, com fundamento no art. 34, XVIII, a, do RISTJ, não conheço do presente recurso”, decidiu.
O crime
Jeferson Mariussi foi assassinado a tiros na frente da esposa no dia 27 de outubro de 2021, quando chegava em casa, em Campo Novo do Parecis.
Conforme as investigações, o mandante do crime seria Ícaro Dionatan Gomes Cabral de Melo, ex-marido da esposa da vítima. Também respondem pelo homicídio Magno Boudny de Brito Silva, Rafael Alves dos Santos e Danilo Batista Dekert.
Leia mais:
STJ nega tirar tornozeleira de empresário por morte de agricultor
-
Várzea Grande5 dias agoParque Tecnológico impulsiona nova fase de inovação e atração de empresas em Várzea Grande
-
Polícia4 dias agoAção conjunta resgata animais e prende dois homens suspeitos por maus-tratos
-
Mato Grosso1 dia agoPolícia Militar apreende adolescente suspeito por estupro e roubo em Novo Mundo
-
Mato Grosso1 dia agoPolícia Militar prende homem com tabletes de maconha após denúncia de briga com o irmão
-
Polícia1 dia agoPolícia Militar deflagra operações para intensificar policiamento nos 142 municípios do Estado
-
Mato Grosso3 dias agoMulher é presa pela Polícia Militar após esfaquear o próprio irmão em Peixoto de Azevedo
-
Várzea Grande5 dias agoHorta escolar de Várzea Grande concorre a prêmio nacional de educação integral e sustentabilidade
-
Várzea Grande5 dias agoSecretaria de Saúde realiza novo mutirão de cirurgias de catarata
