Judiciario
Justiça nega constrangimento e mantém prisão de empresário em MT
A Justiça de Mato Grosso negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de ser o mandante do assassinato do também empresário Ivan Michel Bonotto, ocorrido em março de 2025, em Sorriso.

O decurso de aproximadamente 46 dias apontado pela defesa não se afigura dilação abusiva
A defesa do empresário solicitou a revogação da prisão preventiva alegando constrangimento ilegal por excesso de prazo. O pedido foi negado na última segunda-feira (8) pelo desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.
Gabriel está preso preventivamente desde 12 de setembro de 2025, após ser alvo da Operação Inimigo Íntimo, da Polícia Civil, sob a acusação de homicídio qualificado por motivo fútil.
Segundo investigações da Polícia Civil, Gabriel teria contratado Danilo Guimarães para assassinar Ivan após descobrir que sua esposa, a médica ginecologista Sabrina Iara de Mello, mantinha um relacionamento extraconjugal com ele.
Segundo os advogados, a fase de coleta de depoimentos foi encerrada há 46 dias e o processo estaria parado à espera do envio de mídias audiovisuais requisitadas pelo Ministério Público.
No entanto, o desembargador negou o pedido e ressaltou que a concessão de liminar em habeas corpus é medida excepcional, cabível apenas em situações de flagrante ilegalidade, o que, segundo ele, não ficou demonstrado no caso.
Ainda de acordo com o magistrado, o período de 46 dias apontado pela defesa não caracteriza desídia ou inércia do Poder Judiciário na condução do processo.
“O decurso de aproximadamente 46 dias apontado pela defesa como configurador de desídia estatal, em virtude da pendência do aporte de mídias audiovisuais na etapa de alegações finais, não se afigura, prima facie, como dilação abusiva ou desproporcional decorrente de inércia judicial”, afirmou o relator.
Relembre o caso
Ivan foi esfaqueado no dia 22 de março, em um bar localizado no bairro Residencial Village, de propriedade de Gabriel.
Após o crime, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital 3 de Maio, onde ficou internada até a data de sua morte, no dia 13 de abril.
Conforme revelado em investigação da Polícia Civil, Ivan era morador de Tapurah e amigo próximo do casal. Sempre que visitava Sorriso, ele se hospedava na residência de Sabrina e Gabriel.
Após descobrir a traição, conforme a Polícia, Gabriel contratou o comparsa, identificado como Danilo Guimarães, para executar a vítima em sua distribuidora em uma simulação de briga.
Porém, o crime foi filmado por câmeras de segurança, que mostraram que Gabriel atraiu Ivan até o local, onde ele foi atacado pelas costas e esfaqueado por Danilo.
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