Judiciario
Ministro do STF manda pré-candidato do PL em MT explicar violação de tornozeleira eletrônica
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o pré-candidato a deputado estadual Vanderson Alves Nunes, conhecido como Vadinho Patriota (PL), preste esclarecimentos sobre o descumprimento de medidas cautelares, sob pena de prisão imediata. O despacho foi publicado nesta terça-feira (13).
A decisão foi tomada no âmbito da ação penal que investiga a participação de Vanderson nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Vadinho recebeu liberdade provisória em 19 de janeiro de 2023, condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica e ao cumprimento de uma série de restrições, como recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, proibição de sair do país, entrega de passaportes, cancelamento de registros de porte de arma e certificados de tiro, caça ou colecionamento, além de restrição ao uso de redes sociais.
Segundo a Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Mato Grosso, o investigado violou a área de inclusão da tornozeleira em 19 de dezembro de 2025, caracterizando o descumprimento das condições impostas pelo STF.
Diante da infração, Moraes estabeleceu prazo de cinco dias para que a defesa apresente explicações. O ministro alertou que, caso não haja justificativa convincente, a prisão poderá ser decretada.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou pela condenação integral de Vanderson Nunes pelos crimes de associação criminosa e incitação ao crime.
Para o órgão, ele participou de forma voluntária de um acampamento estruturado com o objetivo de fomentar hostilidade contra os Poderes Constitucionais e estimular a ruptura institucional.
O processo segue agora aguardando decisão do STF sobre a responsabilização criminal do réu.
Invertida nas redes
Vandinho virou destaque nas notícias esta semana após viralizar nas redes por ter tomado uma “invertida” de uma pessoa em situação de rua.
Durante a discussão, Vandinho dizia que o STF não teria provas contra ele e que não estava condenado. Ao tentar argumentar, disse: “E você que mora aqui na rua…”. Neste momento, o rapaz rebateu: “Eu moro na rua, mas não sou tornozelado”.
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