Judiciario
MP recorre para que julgamento de Carlinhos Bezerra tenha acesso público e da imprensa
Conteúdo/ODOC – O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça a retirada completa do sigilo imposto ao julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, para que a sessão do Tribunal do Júri possa ser acompanhada pela população e pelos veículos de comunicação.
O pedido foi apresentado pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, após a decisão da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, que determinou que o julgamento ocorresse sem acesso do público, atendendo solicitação da defesa do acusado.
Se a magistrada acolher o pedido, a sessão deixará de ser restrita, permitindo a presença da imprensa e de demais interessados durante o julgamento. Pela decisão em vigor, jornalistas não poderiam acompanhar os trabalhos no plenário. Equipes de televisão e fotógrafos permaneceriam apenas na área externa do Fórum de Cuiabá, enquanto as informações oficiais seriam divulgadas exclusivamente pela assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça.
O julgamento está previsto para começar às 9h da próxima terça-feira (7), no Fórum de Cuiabá. Carlinhos Bezerra é filho do ex-deputado federal e ex-governador de Mato Grosso Carlos Bezerra (MDB).
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Carlos Alberto responde pelo assassinato de Thays Machado, de 44 anos, e William César Moreno, de 30, mortos a tiros em 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá.
Conforme as investigações, o acusado teria acompanhado a movimentação das vítimas desde o desembarque no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande (8 km de Cuiabá), até o momento do ataque.
Segundo a acusação, o crime ocorreu quando Thays saía do prédio onde mora sua mãe. William ainda tentou fugir correndo pela calçada, mas acabou atingido por disparos.
Após o duplo homicídio, Carlos Alberto foi localizado e preso em uma propriedade rural no município de Campo Verde (131 km de Cuiabá). Atualmente, ele está detido preventivamente na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (8 km de Cuiabá), depois que a Justiça revogou o benefício da prisão domiciliar.
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