Judiciario
STJ não vê ilegalidade e mantém ação contra ex-juiz de MT
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus que buscava trancar a ação penal contra o juiz aposentado compulsoriamente Wendell Karielli Guedes Simplício, acusado do crime de corrupção passiva.

Nesse contexto, em cognição própria desta via processual, não é possível o trancamento da ação penal originária pretendido
A decisão foi proferida pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro e publicada nesta quarta-feira (24).
De acordo com a acusação, Wendell teria cobrado propina para proferir decisões judiciais nas comarcas de Feliz Natal e Vera, entre 2005 e 2007. As suspeitas culminaram na abertura de um processo administrativo disciplinar que resultou na aposentadoria compulsória dele em 2015.
Além do ex-magistrado, também respondem à ação penal Jarbas Lindomar Rosa, Jober Misturini, Carolina Stefanello Segnor e Leandro Sauer.
No pedido de habeas corpus, a defesa de Wendell sustentou a inépcia da denúncia, alegando que a peça não atendia aos requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal.
Argumentou que a acusação era genérica e sem elementos mínimos para individualizar condutas, delimitar os fatos no tempo, indicar as decisões supostamente comercializadas ou a vantagem indevida recebida. Destacou ainda que o Ministério Público não descreveu o modus operandi, nem apontou a exata participação do ex-juiz, além de não apresentar lastro probatório mínimo, o que configuraria ausência de justa causa.
O ministro, contudo, rejeitou os argumentos. Para ele, não há flagrante ilegalidade ou constrangimento ilegal que justifique o trancamento da ação penal.
Palheiro ressaltou que a denúncia se baseia em quebra de sigilo telefônico e em elementos colhidos em procedimento investigatório conduzido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reuniu informações e depoimentos indicando a suposta comercialização de sentenças.
“Nesse contexto, em cognição própria desta via processual, não é possível o trancamento da ação penal originária pretendido, uma vez que a denúncia faz expressa referência ao procedimento de investigação que ensejou o seu oferecimento, havendo portanto justa causa para o oferecimento da peça acusatória”, escreveu.
“Além disso, maiores incursões acerca de tal procedimento de investigação realizado implicaria revolvimento do material fático-probatório, tarefa incompatível com os estreitos limites de cognição da via eleita”, decidiu.
-
Judiciario7 dias agoTCE expõe dificuldades do Governo de MT na assistência a pacientes com câncer
-
Polícia7 dias agoHomem de 62 anos é encontrado morto ao lado do Corpo de Bombeiros em Sinop
-
Várzea Grande7 dias agoCMEI Édson Reveles Pereira recebe reparos após princípio de incêndio e mantém atendimento às crianças
-
Polícia7 dias agoDiscussão durante bebedeira termina em tentativa de homicídio em Paranaíta
-
Opinião7 dias agoIndependência é também construir o futuro que queremos para o Brasil
-
Várzea Grande6 dias agoUnidade de Saúde do Ouro Verde fica temporariamente sem energia elétrica
-
Esportes7 dias agoVera sedia 5ª etapa do estadual de motocross com 11 categorias em disputa
-
Entretenimento7 dias agoRafa Kalimann mostra detalhes do quarto da filha: ‘Cantinho mais especial da casa!’
