Judiciario
STJ mantém prisão de advogado condenado por tentar matar ex-namorada com barra de ferro
Conteúdo/ODOC – O ministro Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a condenação e a prisão do advogado Nauder Júnior Alves Andrade, condenado por tentar matar a ex-namorada em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (15).
Em julho, Nauder foi sentenciado pelo Tribunal do Júri da Capital a 10 anos de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio.
Após ter um pedido liminar negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), a defesa recorreu com um habeas corpus, alegando vícios no julgamento do júri e pedindo a suspensão da condenação e a soltura do réu.
O ministro Saldanha, porém, destacou que não há flagrante ilegalidade e negou o pedido liminar. Ele explicou que o TJ-MT ainda analisará o mérito do habeas corpus, e que o STJ não poderia antecipar a decisão sem desrespeitar as instâncias inferiores.
“Sem isso, fica esta Corte impedida de analisar o alegado constrangimento ilegal, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância”, ressaltou o ministro.
O caso
Conforme a denúncia do MPE, o casal namorou por 12 anos e a relação sempre foi conturbada por conta do comportamento agressivo do advogado, que seria usuário de entorpecentes.
Ainda de acordo com a acusação, no dia 18 de agosto, o casal estava na residência da vítima já deitado, dormindo, quando por volta das 3h da madrugada Nauder se levantou e foi até o banheiro, onde teria usado drogas.
Ao voltar para o quarto, diz a denúncia, ele tentou manter relações sexuais com a vítima. Diante da recusa, Nauder teria passado a agredi-la com violentos socos e chutes, além de impedir por horas que ela saísse de casa.
Conforme o MPE, ele pegou uma barra de ferro usada para reforçar a segurança da porta da residência e passou a golpeá-la e a enforcá-la.
A vítima chegou a desmaiar e, ao retomar os sentidos, aproveitou a distração do namorado para pegar a chave e fugir.
Ela buscou por socorro e foi levado para um hospital. Segundo o médico que a atendeu “ela não morreu por ser forte, ou algo sobrenatural explica sua sobrevivência”.
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