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STJ não vê constrangimento e nega soltar médico

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus e manteve a prisão preventiva do médico Bruno Gemilaki Dal Poz, de 28 anos, réu pelo ataque a uma residência que terminou com duas pessoas mortas e outras duas feridas em Peixoto de Azevedo, em abril deste ano.

 

A decisão é assinada pelo ministro Og Fernandes e foi publicada nesta segunda-feira (8).

 

Além de Bruno, são réus e estão presos pelo crime a mãe dele, a pecuarista Inês Gemilaki, de 48 anos, e Eder Gonçalves Rodrigues, de 40, irmão do padrasto do médico. O trio responde por dois homicídios consumados e outros dois tentados.

 

No habeas corpus, a defesa buscava derrubar decisão da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que negou soltar o médico no fim do mês passado.

 

A defesa alegou que não estão presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, sustentando que seria suficiente a imposição de medidas cautelares.

 

Na decisão, porém, o ministro entendeu que não há, ao menos em uma análise preliminar, “constrangimento” que justifique a soltura do acusado.

 

“Não se percebem, portanto, os requisitos para a concessão do pedido liminar, já que ausente constrangimento ilegal verificado de plano. Fica reservada ao órgão competente a análise mais aprofundada da matéria por ocasião do julgamento definitivo. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar”, decidiu.

 

O ataque

 

O ataque ocorreu na tarde do dia 21 de abril e foi filmado por câmeras de segurança.

 

Foram mortos os idosos Pilson Pereira da Silva, de 65 anos, e Rui Luiz Bogo, de 57.

 

Ficaram feridos o padre José Roberto Domingos, que levou um tiro na mão, e Enerci Afonso Lavall, alvo principal da família.

 

A motivação, segundo a denúncia, foi um desacordo referente a um contrato de locação. Inês morou no imóvel de Enerci, que ajuizou uma ação de cobrança contra ela.

 

Leia mais: 

 

Defesa de médico diz que mãe atirou, mas TJ nega liberdade

 





Fonte: Mídianews

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